Levir muda o tom, se irrita e defende seu trabalho no Galo em coletiva

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Levir é um cara do bem, como ele mesmo se definiu na despedida do clube em sua penúltima passagem, no fim de 2015. Está sempre de bom humor, gosta de brincadeiras, arranca risadas e faz trocadilhos no papo com imprensa. Os recentes maus resultados da equipe, no entanto, fizeram com que o treinadorr mudasse o tom.

Nesta sexta-feira, na Cidade do Galo, foi assim. Em 20 minutos de entrevista, ele respondeu a sete perguntas. Em todas elas, uma defesa enfática de seu trabalho e um pedido de voto de confiança.

“Vocês da imprensa, os torcedores têm um acesso muito pequeno, não entende como funciona lá dentro”, justificou.

Para não sair de sua essência, em certo momento, ele abriu o sorriso num questionamento, mas terminou a frase esbarrando a mão na mesa, já no semblante mais sério. “Quem entra em campo pensando em jogar mal? Quem é que escala o time pensando em perder?”, indagou.

Durante uma de suas respostas, Levir se dirigiu ao “covardes” das redes sociais e fez uma “crítica aos críticos”. “No trabalho de vocês, em que lugar vocês estão no ranking brasileiro? O cara é um engenheiro. Ele é o melhor engenheiro do Brasil? É o melhor médico do Brasil? Qual a sua categoria de médico? As pessoas não se colocam, só querem julgar o jogador, o clube, o técnico”, reforçou.

Levir também falou de seu temperamento. “Isso é um esporte, funciona dessa maneira, mas a minha maneira de trabalhar é diferente e eu bato de frente com alguns. A vida não é só abraços e beijos. Você toma uns pontapés também, mas também dou”, compara.

Quando perguntado por jogadores individualmente, Levir os defendeu, como nos casos de Patric, Fábio Santos e Elias. Sobre Patric, emendou: “Ele fez três gols numa partida, no Sport. Ele não é um perna de pau. Não sei o que gera uma neurótica de escolher um cara para cristo”.

Sobre a lateral esquerda, o treinador revelou que o clube tentou a contratação de um reforço para o setor, mas não conseguiu. Sobre Elias, ironizou, já com o sorriso no rosto. “O Elias tem um histórico péssimo. Ele foi horrível no Corinthians, nunca fez nada no Corinthians”.

No fim da entrevista, Levir foi perguntado justamente sobre essa mudança de comportamento. “Como eu posso te responder, com bom humor: quando eu vou no velório, eu não faço piadas”, encerrou.